Jesus-Misericordioso-1É pelo caminho da misericórdia que a humanidade alcançará as mudanças e respostas que a contemporaneidade espera, com urgência. É remédio incidente. Pode ocorrer de se pensar, equivocadamente, que agir de modo misericordioso se trata de fraqueza e conivência. Mas, a misericórdia não é sinal de fraqueza, é qualidade da onipotência divina.

Com estas palavras tirada da homilia do santo padre Papa Francisco iniciamos a pregação este encontro. No terceiro dia do nosso tríduo a misericórdia foi o nosso socorro.

Podemos ver que os efeitos da misericórdia é algo que qualquer pessoa possa entrar e experimentar, ela é o amor de Deus que perdoa, consola e dá esperança.

Isso significa que a vivência da misericórdia permite regeneração e nova compreensão da vida. A misericórdia torna efetiva a possibilidade de se alcançar novos sentimentos e um jeito de viver capaz de desenhar cenários na contramão da violência, da corrupção, da luta insana pelo poder.

A experiência da misericórdia alimenta a esperança e permite a compreensão lúcida da fraternidade e da solidariedade como pilares indispensáveis da sociedade.

Para encontrarmos um rumo novo, todos somos convocados a compreender que Deus é misericordioso, é D’Ele que brota a fonte da misericórdia. Jesus Cristo é o rosto dessa misericórdia do Pai porque n’Ele, Jesus, a misericórdia se tornou viva, visível e chegou ao seu ápice. Esse é o mistério da fé cristã.

Ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos

Ser cristão é, portanto, contemplar o mistério da misericórdia, revelado por Jesus Cristo, fonte da alegria, da serenidade e da paz.

É preciso reconhecer que a misericórdia é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao encontro de todos. Critério para reconhecer os verdadeiros filhos de Deus. E que nos faz nos perguntar: “Você sabe o verdadeiro (sentido) motivo do ano da misericórdia” que vivemos o ano passado?

A misericórdia é a coluna mestra de sustentação da Igreja, a experiência da misericórdia é indispensável para conseguir respostas novas e transformadoras, diante dos desafios da atualidade. Sem o remédio da misericórdia, crescerão os fundamentalismos.

Investir na misericórdia começa pela competência indispensável de perdoar, como Jesus indicou a Pedro, ao responder a sua pergunta a respeito de quantas vezes deve-se perdoar.

O perdão é núcleo central do Evangelho e da autenticidade da fé cristã. Por isso, Jesus mostra que a misericórdia não é apenas o agir de Deus Pai, mas é o verdadeiro critério para reconhecer quem são os verdadeiros filhos de Deus. O perdão não é fácil, mas é necessário!

É por isso que o Ano da Misericórdia não pode acabar, ele foi uma experiência de fé dentro da Igreja, com incidência na vida das famílias e da sociedade. Sendo assim, quando vivemos sob os cuidados de Jesus misericordiosos, encontramos o amos que jorra de seu lado aberto querendo nos envolver, proteger e salvar!