aos-pes-da-cruzAo sair do Encontro de Oração do Mais de Deus deste sábado, a palavra perseverança era nítida em minha vida e o senhor me mostrou e ensinou o que agora escrevi:

Que a sociedade tem entrado em tempos difíceis, isso é um fato. São tempos onde a troca de valores tem sido uma constante ameaça para muitos cristãos, parece que em alguns momentos se posicionar como cristão e defender o evangelho em alguns lugares já não representa algo aceitável e bem visto.

Além disso, tem sido comum ver cristãos travarem combates espirituais memoráveis, que remontam a um bom enredo de filmes de ficção, é comum ver pessoas cansadas, desanimadas, e amedrontadas com situações espirituais que rondam a vida das pessoas. Acontecimentos inimagináveis que destroem suas vidas financeiras, causam desemprego, destroem relações, causam conflitos e geram graves crises que parecem não haverem solução.

Diante disso, nós cristão, somos chamados a perseverar, somos chamados à pratica da persistência espiritual, e a constância na oração como diz a palavra de Deus em Efésios 6, 18: “Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.”

Se queremos resistir e alcançar a vitória a nossa arma se chama ORAÇÃO. Todavia, a oração na maioria das vezes, não é algo instantâneo, ela se firma através da perseverança e atitudes próprias de quem sabe aonde quer chegar e tem em mente que “a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma.” (Tiago 1, 3-4), tudo porque em muitas vezes Deus permite alguns “sofrimentos” para não nos perder.

Todos os dias somos desafiados pelo mal e somos requisitados a prova com via de nos fazer a perder nossa fé e as coisas que mais nos é importante: a nossa salvação. É por isso que no livro de Apocalipse 3, 11b, o senhor afirma: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” Pois, “o que perseverar até o fim será salvo.” (Evangelho de São Marcos 13, 13b.)

Jesus já havia dito claramente que “no mundo haveis de ter aflições”. (São Joao 16, 33) deixando claro que o mundo é uma selva e que vivemos em meio ao joio que muitas vezes sufoca o trigo, mas mesmo assim, pediu para que cada um de nós considerássemos como de “suma alegria, quando passais por diversas provações” (Tiago 1, 2), porque as provações nos fortalecem. É como diz o ditado que ‘mar calmo nunca fez bons marinheiros’, eles são formados no mar bravo.

Assim, mesmo que diante as dificuldades do mundo “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos.” (Gálatas 6, 9)

Pois, Jesus nos deu duas grandes certezas:

  • “Venho em breve” (Apocalipse 3, 11a.) Logo ele vira e remirá os seus.
  • “Coragem! Eu venci o mundo.” (Evangelho de São João 16, 33). Ele venceu e nos deu poder ao dizer “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas,” (Evangelho de São João 14, 12)

Sendo assim, se perseverarmos e tivemos fé do “tamanho de um grão de mostarda” nada nos “será impossível” (Evangelho de São Mateus 17, 20e.)

O que me faz lembrar de São João Paulo II: “Se Jesus não desistiu da Cruz, também (nós) não podemos desistir”

 Ricardo Mari – Equipe Mais de Deus

Leia também: