Ucrania

Bartolomeu 1, Metropolitano Epifânio e o Presidente Ucraniano Poroshenko

Neste domingo 06/01, véspera de Natal para os Ortodoxos, a Igreja Ortodoxa e mais precisamente o Patriarcado Russo talvez não tenha o que comemorar, já que mais uma vez, acontecerá uma divisão entre os cristãos históricos:

  • 1054 – Católicos e Ortodoxos se dividem
  • 1517 – Católicos e Protestantes se dividem
  • 2019 – Ortodoxos do Patriarcado de Moscou e Kiev se dividem.

Em meio as brigas políticas travadas entre Moscou (Rússia) e Kiev (Ucrânia) que já se arrastam desde a desintegração soviética, as rusgas de ambos saíram do campo político para o religioso de alguns anos para cá e, culminam agora com a separação da igreja, que até então era ligada ao Patriarcado de Moscou.

A autorização para essa divisão foi dada pelo Patriarca Bartolomeu, líder do Patriarcado de Constantinopla, que é considerado o primeiro entre os iguais, ou seja, o Patriarca que deve ser respeitado.

Para entender melhor

Os ortodoxos não possuem um líder mundial, no entanto, respeitam se entre si e possuem na pessoa do Patriarca de Constantinopla (atual Istambul – Turquia) um respeito maior como se fosse o Irmão mais velho.

O desentendimento entre Ucranianos e Russos teve o seu estopim com a queda do presidente pró Rússia Yanukovych no ano de 2014, que desestabilizaram a nação e fez com que os ucranianos de ascendência russa (cerca de 18% da população) incentivados por Moscou determinassem que as áreas do leste do pais seriam independentes, provocando uma guerra civil nessa área do pais. Aliando a isso, a Crimeia um estado Ucraniano que no passado pertenceu a Rússia foi anexado por Moscou.

Uma nova igreja

Agora o Patriarcado de Kiev, que já está formalizado desde o dia 15 de dezembro de 2017, passa a ser reconhecido pelo Patriarcado de Constantinopla (Istambul), o que lhe outorga poderes para caminhar independente e seguir seus passos.

E nos cristãos cada vez mais divididos.

 

Equipe Mais de Deus