Quando ouvimos o prognóstico ameaçadores «somos cada vez menos», deveríamos preocupar-nos em primeiro lugar, não com o declínio desta ou daquela forma de consagração na Igreja, mas com a carência de homens e mulheres que queiram viver a felicidade pelos caminhos da santidade, homens e mulheres que deixem o coração inflamar-se com o anúncio mais belo e libertador. «Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida» (Evangelii gaudium, 49).

Rezemos, queridos irmãos e irmãs, pelas nossas comunidades para que, dando testemunho da alegria da vida cristã, vejam florescer a vocação à santidade nas diferentes formas de vida que o Espírito nos propõe. Não esqueçamos que, ‘Aquele’ que tem a força de chamar, ‘Aquele’ que constrói a Igreja, é o Espírito Santo.

A imagem de Maria, a Mãe que nos protege e acompanha, lembra-nos que Ela foi chamada a «bem-aventurada» (Lc 1, 48); a Ela que experimentou a dor como uma espada trespassando o seu coração, a Ela que passou pelo limiar pior da dor que é ver morrer o seu Filho, peçamos o dom da abertura ao Espírito Santo, da alegria perseverante, a alegria que não se deixa abater nem retrocede, a alegria que sempre nos faz experimentar e afirmar que o Todo Poderoso faz maravilhas, santo é o seu nome (cf. Lc 1, 49).

Equipe Mais de Deus

(Parte do evangelho da homilia do Papa Francisco, nas ilhas Mauricio 09/09/2019).

Leia também: