Dom José Ignácio Munilla, bispo de San Sebastián (Espanha), teceu duras críticas ao filme lançado pela Netflix pelo título original de “The Two Popes” e sintetizou o filme como “muito injusto”.

O filme que vem sendo criticado por muitos católicos distorce a imagem de Bento XVI como um papa antipopular. E colocar Francisco como um “salvador da igreja”.

Um dos críticos, Dom Jose Ignácio, disse em um programa da Rádio Maria o seguinte contexto: “O filme é muito injusto com relação à imagem que pretende dar dos dois papas. O filme é um reflexo fiel não de como são estes dois papas, mas de como foram manipulados. Acho que é um filme que seria perfeito para estudar como aconteceu, desde o primeiro momento, a manipulação de dois papados”.

A esquerda fazendo um filme cristão

O filme feito por um homem de esquerda que é o Meireles deixa pistas de que a esquerda norteia pontos importantes para este novo papado de Francisco. Segundo Dom Jose Ignácio o filme santifica Francisco e sataniza Bento XVI de forma “que gostemos de Jorge Mario Bergoglio, que é o sucessor do Papa Bento XVI, e que sugere em nós uma antipatia em relação a tudo o que este último representou”.

Dom José Ignácio esclareceu que os produtores do filme, se concentram em várias reuniões imaginárias entre o Papa Bento XVI e o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio, no período entre os conclaves de 2005 e 2013.

O filme ainda teve a façanha de ter conseguido gravar em alguns locais externos e com efeitos visuais parecia que tudo foi feito dentro do Vaticano. Eles ainda tentaram com que o filme fosse chancelado pelo Vaticano, mas graças a Deus não conseguiram.

Críticas a Bento XVI

O filme que intuitivamente faz uma crítica ao Papa Emérito Bento XVI, colocando o mesmo como um homem quem estava perdido no trono de São Pedro, que queria o poder, mas que falhou ao não saber conduzir a igreja. No filme, o Papa Emérito é identificado como um homem estranho, egoísta, sem empatia, incapaz de responder aos anseios do mundo.

No filme vemos uma grande amizade entre Bento e Bergoglio, o que era realmente falso, enquanto esteve à frente da igreja Bento XVI, foi um verdadeiro defensor da fé católica e dos valores do evangelho.

A finalidade é confundir e enganar

Dom José Ignácio ainda diz que: “Tudo isso tem um objetivo que está absolutamente a serviço da heresia de nossos dias, que é a contraposição entre a verdade e a caridade, que se apresenta de uma maneira recorrente”.

O Bispo de San Sebastián lamenta que o filme se submeta à “tese” da “cultura dominante”, isto é, daquela “projeção de que na Igreja há conservadores, progressistas, de direitas e de esquerdas, e que tudo seria visto a partir destes parâmetros, que são absolutamente alheios e estranhos ao ser e à vida da Igreja”.

Duas igrejas

“Sim, existem duas igrejas, mas não são a conservadora ou a progressista, a de direitas ou a de esquerdas, mas uma Igreja que evangeliza e uma Igreja que se mundaniza. Esse é o risco que temos. Ou evangelizamos ou nos mundanizamos”, esclareceu.

Segundo Dom Munilla, os parâmetros nos quais “Dois Papas” se baseia “pretendem manipular a vida da Igreja e, acima de tudo, nos fazer assumir uma heresia, o antagonismo entre verdade e caridade: uma contraposição absurda e um dualismo inexistente no Evangelho”.

Os produtores não estão a fim de evangelizar

Uma coisa é classificar o filme como bom, outra é ver se a narrativa é verdadeiramente real. Não se engane, a Netflix, com esse filme não está fazendo um serviço a Igreja, mas sim um contra serviço, guerreando e querendo minar a tradição, a doutrina e o magistério da igreja.

O filme não evangeliza e não leva o seu telespectador a uma conversão e sim a uma emoção barata e superficial que quer levar o fiel a escolher o mais fácil e não o que converte. Prova disso é que nem uma música crista é utilizada no filme. Por que?

Se quiser conhecer mais sobre Bento XVI leia o livro “Bento XVI, o ultimo testamento”

Equipe Mais de Deus