Vaticano-x-China

Igreja Patriota da China

Num claro avanço nas relações entre Vaticano e China, o Papa Francisco reconheceu 8 bispos nomeados pela Igreja Católica Patriótica da China, um órgão controlado pelo governo chinês e que responde pelos assuntos de âmbito católico no pais oriental.

O histórico acordo é um passo nas relações entre os dois países rompidas em 1951. Na época, após a excomunhão de dois bispos designados por Pequim pelo Papa Pio XII, a China retaliou o Vaticano com a expulsão do núncio apostólico, que se estabeleceu na ilha de Taiwan.

O acordo assinado em Pequim, na semana que se passou, pelo secretário de Relações do Vaticano com os Estados, Antoine Camilleri e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China Wang Chao.

Segundo o Vaticano “trata da nomeação de bispos, que é uma questão de grande importância para a vida da Igreja (Católica) e cria as condições para uma colaboração mais ampla a nível bilateral…este acordo fomenta um processo de diálogo institucional frutífero e contribua positivamente para a vida da Igreja Católica na China, para o bem do povo chinês e para a paz no mundo”

A China e o Vaticano assinaram um acordo provisório sobre a nomeação de bispos, principal motivo de conflito entre as partes, informou a sede da Igreja Católica este sábado (22/09).

Assim, na assinatura do acordo histórico, o papa Francisco reconheceu oito bispos, dos quais sete deles ainda vivos, que foram nomeados pela China e que até agora não eram admitidos “de forma oficial” pelo Vaticano, informou o Vaticano.

Segundo a nota, os bispos reconhecidos pelo Vaticano e que estão vivos são:

  • Giuseppe Guo Jincai,
  • Giuseppe Huang Bingzhang,
  • Paolo Lei Shiyin,
  • Giuseppe Liu Xinhong,
  • Giuseppe Ma Yinglin,
  • Giuseppe Yue Fusheng e
  • Vincenzo Zhan Silu.

O bipo já falecido, morreu em 04 de janeiro de 2017, e segundo o Vaticano expressou antes de morrer o desejo de reconciliação.

  • Antonio Tu Shihua

Para finalizar a nota diz que “O papa Francisco deseja que, com as decisões tomadas, seja possível iniciar-se um novo caminho que permita superar as feridas do passado, realizando a plena comunhão de todos os católicos chineses”.

Equipe Mais de Deus

 

Fonte: site do vaticano