O canto católico “Eu vos adoro” enaltece a grandeza do poder proveniente do sangue de Jesus a ponto de dizer que:

Pois que uma única gota faz salvar

Todo o mundo e apagar todo pecado.

Cuius una stilla salvum facere

Totum mundum quit ab omni scelere.

Se assim, existe todo esse preposto de grandeza, entramos no pressuposto desse nosso estudo no qual, Jesus Cristo morreu pela salvação de todos os homens.

Crucifixion-(1580-82),-Paolo-Veronese

Crucificação (1580-82), Paolo Veronese

“Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” (Evangelho de São Lucas 24, 26) é a pergunta que os primeiros cristãos já faziam e a qual Lucas também faz.

Apesar de muitos acreditarem que uma gota de sangue fosse suficiente para reparar a humanidade, onde um único ato, uma única gota consumaria toda a salvação humana naquela “Sexta-feira Santa”.

A crucificação faz parte dos cinco grandes acontecimentos da narrativa humana de Jesus Cristo, destacadas nos links abaixo:

 

Sem o sofrimento não haveria salvação.

Era necessário que houvesse uma expiação definitiva. De forma comparativa os sacerdotes judeus realizavam diariamente o sacrifício de animais para expiação dos pecados no templo, o sacrifício de Jesus por nos homens se deu de forma única a qual comparamos assim:

  SACERDOTES JESUS
LOCAL Templo Nas ruas de Jerusalém
VITIMAS Pombas rolas cordeiros Ele era o cordeiro imolado
FORMAS Sacrifício de expiação Sacrifício definitivo
EXPIAÇÃO DO SANGUE No altar do templo Nas ruas de Jerusalém
CONSUMAÇÃO No altar Na cruz do calvário

 

O sacrifício de Jesus foi perfeito, tornou o que estava perdido, resgatado. Jesus resgatou a humanidade das garras de satanás indo as ultimas consequências para provar o seu amor e resgatar a todos.

Essa atitude de Jesus demonstrou 3 razões importantes pelas quais Jesus morreu na cruz:

POR NÓS – o primeiro ponto é que em nos mesmos não conseguiríamos nossa salvação, assim Jesus deu a prova de amor em um momento que ainda vivíamos como inimigos de Deus. O Evangelho de São Joao 15, 13: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”. Assim, Jesus faz e mostra a todos, mesmo que “o povo abandonou Jesus na sua paixão”; ele não abandonou o povo e fez seu amor ser conhecido por toda a Terra, nos céus e nos infernos. Mostrando a todos que Ele amou todo o gênero humano.

Saiba mais: O que foi a paixão de Jesus?

PELO PRÓPRIO JESUS – No velho testamento eram oferecidos holocaustos para expiação dos pecados, um ato extremo onde não sobrava nada. E nesse ato Jesus se dá por inteiro. Ele quis sofrer tanto, para satisfazer mais abundantemente à justiça divina, para nos mostrar mais claramente o seu amor, e para nos inspirar maior horror ao pecado.

A Cruz e o sofrimento de Cristo foram mais que um sacrifício, ela se configurou como um holocausto; a paixão de Jesus foi um ato de doar-se por inteiro num gesto de amor incomparável e nunca já visto. Era preciso algo grandioso, já que o custo era grandioso. Assim encontramos 3 atos divinos na entrega do Cristo:

  • O Apostolado da Doutrina – na cruz Jesus salvou mais pessoas do que com sua pregação.
  • O Apostolado da Oração – ele impetrou na cruz, pedindo as graças de Deus com eficácia do que nas suas noites de oração.
  • O Apostolado do Sofrimento ou sacrifício – na cruz, Jesus através do sacrifício de salvação ele deu valor à salvação de cada pessoa.

Na sua paixão, ele “foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades” (Isaías 53, 5a). Jesus mesmo não tendo pecado, Jesus experimentou a tristeza do pecado mortal que atingia o homem desde a criação de Adão e Eva.

E PELO PAI – Deus ama Jesus não apenas mais do que todo o gênero humano, mas até mais do que todo o conjunto das criaturas e lhe deu como está escrito na carta dos filipenses o nome que está acima de todo o nome. Ainda que aparente uma certa “crueldade em fazer o inocente sofrer” (pág. 615 Reginald Garrigou-Lagrange). A morte de Cristo extrapolou o amor de Deus, visto que: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”.  (Evangelho de São Joao 3, 16)

Deus pai amou Jesus, muito mais.

São Tomás de Aquino diz que: Deus inspirou em Jesus a vontade de sofre por nós.

O problema talvez esteja em que estamos acostumados a ver o sofrimento como penitencia ou castigo e nos esquecemos que ele (o sofrimento) é também libertador, como assim o foi, o sofrimento de Cristo na cruz.

Assim, a morte de Jesus na cruz se configurou como:

O amor omnipotente que tudo podia e se entregou de forma definitiva e perfeita e curou a todos conforme relata o profeta Isaías 53, 5b: “Fomos curados graças as suas chagas”.

Equipe Mais de Deus

Referencias:

  • Livros: Bíblia Católica
  • Site: Mais de Deus

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