Banda-Rosa-de-Saron

Grevão, Eduardo, Rogério e Guilherme.

Em um pronunciamento realizado nesta terça-feira (13/11) em sua página do Facebook, os quatro integrantes da Banda Católica Rosa de Saron anunciaram que o vocalista Guilherme de Sá vai deixar a banda.

Presenta na banda a 16 anos, Guilherme esteve nessa faze midiática da banda, que é considerada a de maior repercussão. Desde 2012, os discos da banda de rock católico se tornaram um pouco mais pop com mensagens não tão diretas; o que permitiu a entrada da mesma em minisséries e programas da TV secular. Mesmo assim, a banda não perdeu o seu respeito e a sua admiração junto ao público católico.

A banda Rosa de Saron está na estrada desde 1988, quando surgiu na cidade de Campinas, através impulso evangelizador do Movimento de Renovação Carismática Católica. É uma das bandas percursoras do whit metal católico.

Guilherme de Sá estava na banda desde 2002, quando assumiu o posto do então vocalista Marcelo Tchelão, que estava desenvolvendo um trabalho de punk rock com a banda The Flanders.

No depoimento dado na despedida de Guilherme o guitarrista Eduardo Faro disse que o Rosa de Saron é muito maior do que eles mesmo e que para felicidade dos Rosarianos um novo vocalista será escolhido.

No ano de 2001, eu gravei uma entrevista com a banda Rosa de Saron dentro do ônibus do quarteto e foi uma experiência muito feliz que você pode acompanhar no link abaixo:

 

Um dos fatores que determinaram a saída do vocalista foi, segundo o próprio Guilherme, a questão familiar, e a necessidade de se dedicar mais a sua família. Em nota no seu instagram o cantor disse:

vÉ só uma pétala caindo. A flor permanece. Permanece porque o chão em que habita continua o mesmo.  Às vezes, a gente se desprende porque o vento é forte demais. Ou o tempo passou depressa e levou a beleza sem a menor percepção.  Eu quero ser aquela pétala que sobrevive dentro de uma Bíblia.  E que não quer acreditar que os mortos recebem mais flores que os vivos porque o remorso é mais popular que a gratidão. Sobretudo, é extremamente importante que se entenda que nem todos os caminhos são para todos os caminhantes. E que se veja que nem todos que se foram queriam partir. Nós somos aqueles a quem defendemos. E aquilo que acreditamos. Eu me despeço entre o direito da saudade e o dever da paternidade. Obrigado a todos pelo sonho vivido. Eu vi Deus em vocês. Eu vi Deus em tudo. Que a rosa continue cultivada. E que meu cansaço. Que a outros descanse. Com amor. Gui

Ricardo Mari – Equipe Mais de Deus