jovens-duvidosParece que temos visto o surgimento de uma geração de jovens superficiais, que até se empolgam com as coisas de Cristo, eles buscam uma espiritualidade fácil e light, são jovens que buscam uma participação em igrejas e grupos de jovens mas sem comprometimento.

Essa juventude efêmera que não se compromete (não são todos) vive sem um ideal e sem identidade e se encaixam muito bem na descrição de Jesus sobre as pessoas que andam com os pés em dois barcos: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.” (São Mateus 6, 24).

É comum ver jovens com um vazio gigante dentro de si, perdendo tempo com perguntas vãs e que por isso, não conseguem se preencher com o amor de Cristo e pior, não conseguem caminhar em direção a verdade se distraindo com as inúmeras ideologias pagãs que aparecem em qualquer esquina.

Em geral, a humanidade tem vivido uma grande crise de identidade, onde as pessoas não sabem mais quem são, e vivem cada vez menos resolvidas. Buscam paliativos para preencher os vazios interiores e com isso se machucam ainda mais. E a bem da verdade é que com o jovem não são diferentes, também vivem uma crise de identidade.

A bem da verdade é que estamos perdendo a noção de quem somos: somos a “imagem e semelhança de Deus” (Gênesis 1, 26).

  • IMAGEM no amor, porque “Deus é amor”. (I João 4, 8). A essência desse amor está dentro de nós e quando nos desligamos ou nos afastamos de Deus nada podemos fazer (conf. João 15), perdemos aquilo de mais bonito que temos: o amor.
  • SEMELHANÇA no agir, “amai-vos uns aos outros, como eu vos amo”. (João 15, 12b). O que mais fortalece nossa condição de filhos de Deus é o amor, e quando não amamos nos perdemos. O amor puro e eficaz é o Ágape, aquele que vem em consonância com as coisas de Deus, o resto são paixões e elas são destrutivas ou limitadas.

Jovens não evangelizados de verdade e não enraizados na fé e nos valores cristãos, viverão um cristianismo vazio e de aparências e se tornam suscetíveis aos perigos do mundo e por consequência, presas fáceis desse sistema secular que age para minar a nossa fé.

Sem uma evangelização mais eficaz e firme, a começar com as nossas catequeses e passando por nossa juventude, não teremos uma igreja apta a enfrentar os dilemas do cristianismo que rondam esse nosso século e muito menos capas de responder as duvidas que vem sendo plantadas por algumas mídias perversas, em nossos jovens.

Urge a necessidade de valorização da juventude, bem como o incentivo para a formação de líderes jovens que ajudem os jovens a encontrar os verdadeiros valores cristãos para que um jovem ensine outro jovem, visto que, o maior evangelizador do jovem é o próprio jovem.

Ricardo Mari e Equipe Mais de Deus