Servo de Deus Marcelo Câmara

Em 24 horas Santa Catarina abriu dois Tribunais Eclesiásticos com a finalidade de investigar os relatos de testemunhos de intercessão de dois homens. No sábado, “a igreja (iniciou a) busca (por) testemunhos de milagres por intercessão de Pe. Léo”, agora os olhos voltam se também para o jovem Marcelo Câmara – o Marcelinho. Que teve neste dia 08/03/2020 a  solene instalação do Tribunal Arquidiocesano para o Inquérito sobre a vida, virtudes e fama de santidade.

Quem foi Marcelo Câmara

Marcelo Câmara

Marcelo Henrique Câmara  Nasceu em 28 de junho de 1979, filho mais velho de Júlio Carlos Richard Câmara e Leatrice Pavan

O pai, sendo filho de militar, transmitiu-lhe regras de bom comportamento e ordem. A mãe, professora, teve influência direta no processo de educação do filho.

Desde muito cedo (por volta de 06 anos de idade), interessava-se por assuntos voltados ao bem comum (governo da cidade, bem-estar do próximo), manifestando pensamentos ideais e praticando pequenas ações virtuosas.

Marcelo Câmara já garoto

Era um filho e irmão extremamente dedicado à sua família. Amadureceu muito cedo com a separação dos pais e aos 10 anos de idade, assumiu atitude de responsabilidade pela mãe e pelo irmão mais novo. Na juventude procurou render ao máximo seus exímios dotes intelectuais, empenhando-se nos estudos. Tornou-se mestre em Direito, atuou como professor substituto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e como Promotor de Justiça do Estado.

Foi ministro da Sagrada Comunhão e um eximo defensor da Santa Igreja na universidade, participou também do Movimento de Emaús e depois do Opus Dei

Marcelo marcou profundamente as pessoas que com ele conviveram, não somente pelo seu conhecimento incomum, mas por não se importar em “gastar” tempo com os familiares, colegas de trabalho, alunos e amigos. Assim, além da sua completa dedicação ao trabalho profissional e religioso, são características marcantes do seu ser, a palavra acolhedora, o sorriso encantador, o companheirismo, a disposição em ajudar, a riqueza de sentimentos em seu coração, sem contar a fé viva e inabalável, o intenso amor a Deus.

Formado em Direito em 2001, fez o mestrado e deu aulas em três instituições de ensino da Capital, incluindo a própria UFSC.

Em 2004, teve diagnosticado um linfoma linfoblástico (Linfoma não-Hodgkin), mas três anos depois ainda teve forças para fazer um concurso no Ministério Público Estadual, no qual passou em quinto lugar. Atuou como promotor de justiça por cerca de 90 dias, até ser internado em estado grave em fevereiro de 2008, vindo a falecer no dia 21 de março, uma sexta-feira santa.

Relatos de curas e graças alcançadas

Na Missa de sétimo dia, Monsenhor Bianchini, emocionado, aconselhou os presentes a não rezar pelo Marcelo, mas sim, a pedir sua intercessão junto a Deus, porque era verdadeiramente um santo.

Há notícias de pessoas que alcançaram graças mediante sua intercessão, sendo colocadas placas de agradecimento em seu túmulo no cemitério São Francisco de Assis (Itacurubi), Alameda E, sepultura 28.

Os restos mortais

Tumulo onde estavam os restos mortais de Marcelo Câmara

Em virtude da abertura do processo de beatificação/canonização de algum servo de Deus, a Igreja considera a oportunidade de exumar seus restos mortais e trasladá-los para um local adequado, em vista de acesso fácil à comunidade dos fiéis. 

Assim, foram exumados do Cemitério do Itacorubi e colocados em urna de acrílico. Após o reconhecimento canônico feito pelo Arcebispo, serão postos em urna de madeira, para serem trasladados para uma sepultura de mármore na lateral direita do santuário Sagrado Coração de Jesus, para a devoção particular dos fiéis. Foi na Paróquia dos Ingleses e, portanto, também neste santuário, que Marcelo exerceu sua missão de ministro da distribuição da Eucaristia e de catequista de adultos.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus para onde foram levados o corpo exumados de
Marcelo Câmara

Assim conta no Apêndice da Instrução Sanctorum Mater (a Igreja, mãe dos santos) da Congregação para as Causas dos Santos: “Para que as relíquias de um Beato ou os restos mortais de um Servo de Deus sejam mais acessíveis à devoção do povo de Deus, pode ser oportuno que sejam trasladadas de modo definitivo a um lugar diferente daquele onde estão (por exemplo, de um cemitério a uma igreja ou capela)” (Art. 9, § 1).

Equipe Mais de Deus

Fontes: