Missa-no-Vaticano-1-(pentecosts)Também em sua homilia o Papa Francisco destacou o caráter unitário do Espirito Santo e disse: “Assim procede desde a criação, porque (o Espirito Santo) é especialista em transformar o caos em cosmo, em criar harmonia. É especialista em criar as diversidades, as riquezas; cada um a sua, diferente. Ele é o criador desta diversidade e, ao mesmo tempo, é aquele que harmoniza, que dá a harmonia e dá a diversidade. Somente Ele pode fazer estas duas coisas.

Hoje, no mundo, as desarmonias tornaram-se verdadeiras divisões: há quem tenha demais e há quem não tem nada, há quem procure viver cem anos e quem não pode vir à luz. Na era dos computadores, permanece-se à distância: mais “social”, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade inteira.

O papa disse também do perigo de nos reunirmos em grupos que nos identificamos pelo fato de não querermos estar com aqueles que são diferentes e, destacou: “o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos. Funde tonalidades diferentes numa única harmonia, porque em primeiro lugar vê o bem, vê o homem antes dos seus erros, as pessoas antes das suas ações. O Espírito molda a Igreja, molda o mundo como espaços de filhos e de irmãos. Filhos e irmãos: substantivos que vêm antes de qualquer adjetivo.

Papa-Francisco-(09.06)-2Está na moda adjetivar, se não mesmo, infelizmente, insultar.  Podemos dizer que vivemos uma cultura do adjetivo que esquece o substantivo das coisas; e também em uma cultura do insulto, que é a primeira resposta a uma opinião com a qual eu não compartilho. Depois damo-nos conta de que faz mal a quem é insultado, mas também a quem insulta. Retribuindo o mal com mal, passando de vítimas a verdugos, não se vive bem. Pelo contrário, quem vive segundo o Espírito leva paz onde há discórdia, concórdia onde há conflito. Os homens espirituais retribuem o mal com bem, respondem à arrogância com a mansidão, à maldade com a bondade, à barafunda com o silêncio, às maledicências com a oração, ao derrotismo com o sorriso.

Para ser espirituais, para saborear a harmonia do Espírito, é preciso colocar a sua visão à frente da nossa. Então as coisas mudam:

  • Com o Espírito, a Igreja é o Povo santo de Deus, a missão é o contágio da alegria, não o proselitismo, os outros são irmãos e irmãs amados pelo mesmo Pai. Mas,
  • Sem o Espírito, a Igreja é uma organização, a missão é propaganda, a comunhão é um esforço.

E concluiu com duas frases importantes de grandes homens da igreja: “A primeira e a derradeira necessidade da Igreja é o Espírito” (cf. São Paulo VI, Catequese na Audiência Geral de 29/XI/1972). Ele “vem aonde é amado, aonde é convidado, aonde é esperado” (São Boaventura, Sermão para o IV Domingo depois da Páscoa).

Homilia do Papa Francisco (09/06/19 – Pentecostes)

Equipe Mais de Deus

Leia também: