man-474281_640Muito se fala que na família é o lugar onde podemos mostrar quem realmente somos. É o lugar onde podemos tirar todas as nossas mascaras. No entanto, esse comportamento, muitas vezes, tem justificado uma enorme falta educação familiar; quando não, uma grosseria e impaciência institucionalizada que não condiz com a vontade do Senhor, que nos diz: “Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros” (Rom 12, 10).

Mais do que tirar as nossas mascaras, a família deveria ser o lugar onde podemos aprender e exercer a misericórdia para com os mais próximos.

Um exemplo simples é o exercício da paciência, onde, muitas vezes, ela requer de nós uma dose maior de misericórdia. Vejamos os seguintes casos:

01 – Os filhos que não têm paciência com os pais.

02 – Um pai que não tem muita paciência com um dos filhos.

03 – A esposa que não tem paciência com o marido doente ou envelhecido.

04 – O esposo que não tem paciência com a esposa também doente ou envelhecida.

Esses exemplos já são suficientes para desenvolvermos um tratado sobre o exercício misericordioso da paciência em família, mas vamos nos atentar apenas no princípio de que eles são sangue do nosso sangue.

seniors-354847_640 (1)Independentemente da idade, pais e filhos são as pessoas escolhidas por Deus para viverem em família aqui na Terra. Sendo assim, os familiares são as pessoas que devem ocupar os lugares de grande importância em nossa vida:

Os filhos, porque foram gerados de seus pais e, sem eles, não estariam vivos.  

Os pais, porque foram parceiros de Deus na geração dos filhos.

E os casais, porque, em Deus, foram constituídos uma só carne.

Ninguém quer ser tratado com desrespeito por alguém que ama. Não existe uma pessoa que tenha prazer por receber um xingamento ou ofensa, por não conseguir desenvolver, de maneira rápida ou com grande atenção, uma determinada atividade.

Devemos amar fraternalmente nossos familiares, como o Senhor nos pede no livro de Romanos 12, 10 (ver citação acima). Bem como o senhor também nos pede em 1 Coríntios 13, 4-7, sobre o exercício do amor e da paciência.

A bem da verdade, tanto de pais para filhos, como dos filhos para com os pais, precisamos entender que o laço que nos une é infinitamente forte e o tempo que temos para amar é muito curto, e logo não teremos mais uns aos outros. Por isso precisamos reconhecer o valor que cada um da família tem para nós. Pense nisso e ame fraternalmente, sem medida e pacientemente.

Ricardo Mari – Projeto Mais de Deus