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Oração no Jardim (1730), Sebastiano Ricci

A paixão de Jesus ou a paixão de Cristo, é o termo usado para descrever o ato de amor de Jesus para com a humanidade, é a narrativa de todo o sofrimento pelo qual passou Jesus Cristo nos momentos em que antecedem sua agonia, traição, julgamento e crucificação.

O catecismo da Igreja Católica (CIC 607) vai dizer: “A sua paixão redentora é a razão de ser da Encarnação”. Essa manifestação de amor é restauradora afinal, “A sua graça restaura o que o pecado tinha deteriorado em nós”. (cf. CIC 1708) Restaurados por essa paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado e mereceu-nos a vida nova no Espírito Santo.

É nesse contexto que Cristo se sente sozinho, quando “o povo abandonou Jesus na sua paixão”. O mesmo povo que o acolheu dias atrás, quando da “entrada triunfal de Jesus em Jerusalém”; o que torna a paixão de cristo um acontecimento cheio de dores, tristeza e confusão entre os apóstolos e os demais seguidores.

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Flagelação (1607) – Caravaggio

Todavia, a narrativa dolorosa da paixão de Jesus se configura como “a justiça de Deus, atestada pela Lei e pelos Profetas: a justiça que vem para todos os crentes, mediante a fé em Jesus Cristo. É que não há diferença alguma: todos pecaram e estão privados da glória de Deus. Sem o merecerem, são justificados pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus. Deus ofereceu-o para, nele, pelo seu sangue, se realizar a expiação que atua mediante a fé: foi assim que Ele mostrou a sua justiça, ao perdoar os pecados cometidos outrora, no tempo da divina paciência. Deus mostra assim a sua justiça no tempo presente, porque Ele é justo e justifica quem tem fé em Jesus”. (Carta de São Paulo aos Romanos 3, 21-26). (Cf. CIC 1992). Todo esse sofrimento trouxe vida nova aos homens do mundo. A paixão de Jesus foi sem duvida alguma a melhor e mais perfeita obra de amor que rasgou a condenação firmada em Adão e trouxe em Cristo a regeneração e a salvação de toda a criação humana.

Assim, temos uma cronologia dos fatos que são marcantes na Paixão de Cristo:

01 – A conspiração de Caifás e dos sumo-sacerdotes (São Mateus 26, 3-5; São Marcos 14, 1s; São Lucas 22, 1s.)

02 – A unção de Jesus no jantar em Betânia (São Mateus 26, 06-13; São Marcos 14, 3-9; São João 12, 01-08.)

03 – A traição de Judas por 30 moedas de pratas (São Mateus 26,14-16, São Marcos 14, 10 e São Lucas 22, 03-06.)

04 – A última Ceia/ o momento da Instituição da eucaristia (são Mateus 26, 17-29, São Marcos 14, 12-25, São Lucas 22,07-23 e São João 13, 01-30.)

05 – Jesus prediz a negação de Pedro (São Mateus 26, 30-35; São Marcos 14,26-31; são Lucas 22,31-34. 39 e São João 13, 36s.)

06 – Agonia suprema de Jesus no Getsemani (São Mateus 26, 36-46; São Marcos 14, 32-42 e São Lucas 22,39-46)

07 – Prisão de Jesus após o beijo de Judas (São Mateus 26,47-56; São Marcos 14,43-52; São Lucas 22,47-54 e São João 18, 02-12.)

08 – Jesus diante de Caifás dos escribas e dos anciãos (São Mateus 26, 57-68; São Marcos 14, 53-65 e São Lucas 22,63-71.)

09 – Negação de Pedro como previra Jesus (São Mateus 26,69-75; São Marcos 14, 66-72; São Lucas 22, 55-62 e São João 18, 15-27.)

10 – Jesus é conduzido a Pilatos para ser entregue a morte (São Mateus 27,01-02.)

11 – Tomado de remorso Judas se suicida (São Mateus 27, 03-10)

12 – Jesus diante de Pilatos – as acusações (São Mateus 27, 11-26; São Marcos 15, 01-15; São Lucas 23, 01-05. 13-25 e São João 18,28-19,16.)

13 – Jesus é coroado com espinhos (São Mateus 27,27-31, São Marcos 15, 16-20, São Lucas e São João 19,02s.)

14 – Jesus é flagelado (São Mateus 27, 30.)

15 – O caminho da cruz. Jesus carrega a sua cruz (São Mateus 27, 32-33; São Marcos 15, 21-22, São Lucas 23, 26-32 e São João 19, 17.)

16 – Jesus é crucificado (São Mateus 27, 33-56; São Marcos 15, 23-41; São Lucas 23, 33-49 e São João 19, 18-27.)

Equipe Mais de Deus

Ver também:

Referencias:

  • Livros: Catecismo da Igreja Católica, Bíblia católica
  • Sites: Mais de Deus