A Assembleia Nacional do Equador, votou na última terça-feira, 17/09, pela manutenção do aborto como crime no pais para casos de estupro, incesto, malformação do bebê no ventre materno.

O aborto seria aprovado de forma descriminalizada no pais se houvessem 71 votos favoráveis, de um total de 137 parlamentares. No entanto, o resultado foi:

  • 65 votos a favor do aborto e
  • 59 votos contrários.

O que garantiu a manutenção do aborto como crime foram as 7 ausências e 7 abstenções.

A igreja esteve na luta pela vida

Foram dias de embate, nas ruas, nas casas e nas mesas de bares. Em todo o pais esse foi o assunto em pauta. A frente disso, estava a igreja local que convidou os parlamentares a refletirem que, votando pelo sim, estavam condenando a morte seres inocentes e indefesos.

A satisfação da Igreja

Manifestações em Quito

“Estamos muito felizes com o resultado da votação, mas também conscientes de que o trabalho continua, especialmente em nível educativo e cultural, ajudando as mães”. Este é o comentário feito à agência Sir por Dom José Alfredo Espinoza Mateus, arcebispo de Quito e primaz do Equador, que enfatiza a inconstitucionalidade da proposta de lei. “No debate dos últimos dias – acrescenta Dom Espinoza -, foi dito que o aborto só seria permitido no caso de violência contra a mãe, mas não era verdade, havia muitas outras causas possíveis para permitir sua legalização”. Uma satisfação que deriva também da incerteza do resultado da votação na véspera do parecer do Parlamento. A presidente do Comitê de Justiça da Assembléia Nacional, Ximena Peña, havia dito que havia pelo menos 75 parlamentares a favor da descriminalização do aborto.

O compromisso dos bispos locais

Quase 1 milhão de pessoas nas ruas

O apelo pela defesa da vida dos bispos equatorianos enfatizou com força, na véspera da votação parlamentar, o que sempre foi a posição da Igreja Católica. “Como somos um país com mais de 80% da sua população que acredita em Deus e, portanto, no amor, no perdão, na justiça, na verdade e na misericórdia – lê a nota da CEE -, devemos também rezar por aqueles que, confusos ou sob pressão, pretendem negar o direito a viver”. Daí a pergunta: “Quem somos nós para matar um ser inocente e indefeso?

Nosso compromisso com ambas as vidas é oferecer esperança e não escuridão; dar a muitas mães grávidas nossos conselhos, escuta e apoio e, sem julgá-las, ajudá-las a entender que valem tanto que – lemos novamente no apelo da Conferência Episcopal Equatoriana na véspera do voto – estamos lutando por suas vidas e pela de seu filho que já vive em seu ventre”.

O arcebispo de Quito e primaz do Equador reitera que esta vitória não deve, porém, levar a pensar que o trabalho terminou.

“O trabalho continua, especialmente em nível cultural e de iniciativas que temos em nossas dioceses para as mães, para as mulheres que sofrem violência, para as que fizeram abortos, para os menores”. Disse o Arcebispo.

Em nota: O mais importante projeto da Arquidiocese é o “Sos Mamá” e prevê um processo de atenção e promoção integral para as mulheres grávidas, que ficaram grávidas por causa de uma violência, ou abandonadas ou expulsas de suas casas. O projeto visa dar assistência a elas e também aos seus filhos e fazer com que essas mulheres cresçam autônomas e capazes de ter um futuro”.

Equipe Mais de Deus

Fonte: Vatican News