Figura representativa do Sol Invictus

Figura representativa do Sol Invictus

Até os séculos 1 e 2, o Império Romano comemorava no dia 25 de dezembro, o dia do ‘Sol invictus‘, que coincidia com o solstício de inverno. A festa pagã do ‘Sol Invictus’ era celebrada oficialmente desde o ano 270 D.C.; através de um decreto do Imperador Aureliano.

Os cristãos com base no evangelho acreditavam que Jesus é sim detentor de uma luz maior que o sol, pois o próprio senhor afirmou “…Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andara em trevas, mas terá a luz da vida”. (Evangelho de São João 8,12 e 9, 5).

Além disso, os cristãos baseavam se também na profecia de Zacarias anunciada no Evangelho de São Lucas 1, 78-79:  “Graças à ternura misericórdia do nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do SOL NASCENTE, que há de iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz” e também ao ligarem a pessoa de Jesus, à esperança que o livro de Malaquias dava ao dizer que, o salvador que viria é o “Sol da Justiça que traz a salvação em seus raios” (Malaquias 3, 20)

Essas leituras davam parâmetros para que a comunidade de cristãos acreditasse que Jesus era maior que a estrela solar; sendo assim, passaram a comemorar o nascimento de Jesus nessa data. Esse fato se deu a partir do Século 3 (mais precisamente no ano 350 D.C. por decreto do Papa Julio I e oficializada no ano 354 D.C.).

Passando a chamar o dia 25 de dezembro de Natal.

É importante ressaltar que os cristãos não comemoram a data, mas sim O ACONTECIMENTO, onde “… de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. (Evangelho de São João 3, 16-17)

Veja também:

Referências: 

  • Livros: Bíblia Católica, Catecismo da Igreja Católica